Segundo escreve o jornal O País, a iniciativa é organizada pelo Conselho Executivo Provincial de Inhambane, com produção da Top Produções e patrocínio da Sasol, reunindo músicos, bailarinos, mestres artesãos, investigadores, estudantes e comunidades locais.
Ao longo de três dias, o Festival de Timbila vai combinar música, dança, workshops, palestras, feiras e intercâmbio cultural entre artistas nacionais e estrangeiros, numa programação orientada para a preservação e transmissão dos conhecimentos associados à timbila.
O jornal O País cita um comunicado de imprensa segundo o qual os dois primeiros dias do festival, 27 e 28 de Agosto, serão marcados por uma residência artística no Centro de Interpretação da Timbila, em Guilundo. O programa inclui workshops sobre construção e reparação de instrumentos, técnicas de execução musical e dança.
A organização pretende igualmente proporcionar momentos de diálogo entre artistas, mestres e membros das comunidades, além de experiências práticas de construção, toque e dança da timbila para visitantes previamente inscritos.
Orquestra M’kwayo reúne 35 timbileiros
Um dos principais momentos da XXX edição será a formação da orquestra M’kwayo, constituída por 35 timbileiros provenientes de diferentes orquestras do distrito de Zavala.
De acordo com a informação citada pelo O País, a iniciativa pretende estimular a troca de conhecimentos entre diferentes gerações e reforçar a transmissão dos saberes associados à timbila.
As actividades também chegarão às escolas secundárias do distrito, através de palestras e workshops dedicados à música e à cultura de timbila.
Além da componente musical, o festival terá espaços dedicados à gastronomia tradicional, exposição de produtos locais, debates à volta da fogueira e apresentações de música e dança, criando oportunidades de encontro entre artistas, comunidades e visitantes.
Quissico recebe o encerramento do festival
No último dia, 29 de Agosto, o Aeródromo da Vila de Quissico será o palco central das celebrações, com apresentações de orquestras de timbila de Zavala e de outras regiões do país.
A programação inclui ainda a actuação da orquestra M’kwayo e concertos de artistas convidados, entre os quais Two-Ell e Classic Nova.
A edição deste ano terá também uma componente internacional, com a participação de artistas provenientes da Itália e dos Países Baixos, que deverão actuar e partilhar experiências com os artistas moçambicanos.
Festival aposta na preservação da timbila
A timbila ocupa um lugar de destaque na identidade cultural Chope e está inscrita pela UNESCO na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Segundo o comunicado citado pelo O País, investigadores e estudantes estarão envolvidos na produção de um documentário sobre a dança de timbila, com o objectivo de contribuir para a sua documentação, promoção e preservação.
Fora da programação principal, os visitantes poderão ainda participar em experiências ligadas ao património natural e cultural de Zavala, incluindo passeios guiados pela Lagoa de Quissico, o roteiro da timbila e actividades relacionadas com a gastronomia tradicional.
Para a organização, o M’Saho pretende afirmar-se não apenas como um festival de música e dança, mas também como um espaço de valorização da identidade Chope, transmissão de conhecimentos, intercâmbio cultural e promoção do turismo, colocando a timbila no centro do encontro entre tradição, criação contemporânea e participação internacional.
Fonte: Jornal O País, com base em comunicado de imprensa da organização.