Quarta-feira, 28/10/2026
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PM defende diversificação dos instrumentos de financiamento da economia

PM defende diversificação dos instrumentos de financiamento da economia

A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, defendeu quinta-feira, em Maputo, a necessidade de Moçambique diversificar os instrumentos de financiamento da economia, considerando que as finanças islâmicas podem contribuir para mobilizar recursos destinados ao investimento produtivo e à inclusão financeira.
Intervindo na qualidade de prefaciadora do livro “Introdução às Finanças Islâmicas – Princípios, Contratos e Modelos de Intermediação”, da autoria dos economistas Janfar Abdulai e Carino Modan, a Governante afirmou que “a diversificação económica exige diversificação financeira” e que “a inclusão económica exige inclusão financeira”.

Maria Benvinda Levi salientou que as necessidades de investimento do país ultrapassam a capacidade actualmente assegurada pelos recursos públicos e mecanismos disponíveis, defendendo, por isso, a ampliação das opções de financiamento, com prudência e responsabilidade.

“As finanças islâmicas não devem ser vistas apenas pela sua dimensão religiosa. São também uma indústria financeira internacional, com princípios próprios de estruturação, intermediação e gestão de risco”, disse.

Segundo a PM, a diversificação dos produtos financeiros poderá beneficiar as micro, pequenas e médias empresas, agricultores, cooperativas e jovens empreendedores, contribuindo para aproximar o financiamento da economia real.

“O financiamento deve ter rosto: o do agricultor que produz, o da pequena empresa que cresce, o do jovem que cria o seu negócio e o da família que procura uma habitação digna”, afirmou.

A dirigente destacou ainda o potencial das finanças islâmicas para mobilizar capital destinado a projectos de longo prazo, incluindo infra-estruturas e adaptação às mudanças climáticas, bem como para reforçar a ligação de Moçambique a investidores de África, Médio Oriente e Ásia.(GPM)

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