A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, defendeu quinta-feira,
em Maputo, a necessidade de Moçambique diversificar os instrumentos de
financiamento da economia, considerando que as finanças islâmicas podem
contribuir para mobilizar recursos destinados ao investimento produtivo e à
inclusão financeira.
Intervindo na qualidade de prefaciadora do livro
“Introdução às Finanças Islâmicas – Princípios, Contratos e Modelos de
Intermediação”, da autoria dos economistas Janfar Abdulai e Carino Modan, a
Governante afirmou que “a diversificação económica exige diversificação
financeira” e que “a inclusão económica exige inclusão financeira”.
Maria Benvinda Levi salientou que as necessidades de
investimento do país ultrapassam a capacidade actualmente assegurada pelos
recursos públicos e mecanismos disponíveis, defendendo, por isso, a ampliação
das opções de financiamento, com prudência e responsabilidade.
“As finanças islâmicas não devem ser vistas apenas pela sua
dimensão religiosa. São também uma indústria financeira internacional, com
princípios próprios de estruturação, intermediação e gestão de risco”, disse.
Segundo a PM, a diversificação dos produtos financeiros
poderá beneficiar as micro, pequenas e médias empresas, agricultores,
cooperativas e jovens empreendedores, contribuindo para aproximar o
financiamento da economia real.
“O financiamento deve ter rosto: o do agricultor que produz,
o da pequena empresa que cresce, o do jovem que cria o seu negócio e o da
família que procura uma habitação digna”, afirmou.
A dirigente destacou ainda o potencial das finanças islâmicas
para mobilizar capital destinado a projectos de longo prazo, incluindo
infra-estruturas e adaptação às mudanças climáticas, bem como para reforçar a
ligação de Moçambique a investidores de África, Médio Oriente e Ásia.(GPM)