Um
inspetor da Polícia da República de Moçambique (PRM),
afecto à Polícia de Trânsito, foi detido por alegadamente ter exigido e
recebido dinheiro de um motorista no Posto de Fiscalização do Rio Save,
no distrito de Govuro, província de Inhambane.
A
detenção aconteceu no dia 31 de Agosto, na sequência de
denúncias sobre supostas cobranças indevidas que estariam a ser praticadas pela
força conjunta destacada para aquele posto de fiscalização.
De
acordo com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de
Inhambane (GPCCI), o agente terá cobrado 200 meticais a um motorista de transporte de
passageiros.
O
caso chegou ao conhecimento do GPCCI através de denúncias divulgadas nas redes sociais e recebidas através das linhas verdes, que relatavam alegadas cobranças ilícitas
no Posto de Fiscalização do Rio Save.
Perante
as informações recebidas, uma equipa operativa do Gabinete Provincial de
Combate à Corrupção deslocou-se, no dia 31 de Agosto, à Vila Franca do Save, onde desencadeou uma operação de investigação.
Durante
a operação, os agentes do GPCCI adoptaram uma estratégia de infiltração. A
equipa entrou num minibus de transporte de passageiros para
acompanhar directamente o funcionamento da fiscalização no local.
Segundo
o GPCCI, foi nessa circunstância que os investigadores testemunharam o momento
em que um Agente Regulador de Trânsito exigiu e
recebeu 200 meticais do condutor da viatura.
Após
presenciarem a alegada cobrança, os investigadores abordaram imediatamente o
agente e procederam à sua detenção em flagrante delito.
O
detido é um inspetor da Polícia da República de Moçambique,
afecto à Polícia de Trânsito, que se encontrava em
pleno exercício das suas funções no Posto de Fiscalização do Rio Save.
Na
sequência da detenção, as autoridades instauraram um auto de notícia, registado sob o número 03/GPCCI/2026.
O
processo está relacionado com a alegada prática do crime de corrupção passiva por acto ilícito, previsto e punido
pelo artigo 425 do Código Penal.
Depois
da detenção, o indiciado foi conduzido à presença do Juiz de Instrução Criminal.
No
próprio dia, o tribunal procedeu à legalização da detenção, dando
seguimento ao processo nos termos da legislação aplicável.
O
caso surge na sequência de várias denúncias sobre alegadas cobranças ilícitas
no posto de fiscalização do Rio Save, que levaram o órgão provincial de combate
à corrupção a realizar uma operação de investigação no local.
As
acusações contra o agente são, contudo, alegações que deverão ser apreciadas no âmbito do
processo judicial, respeitando-se a presunção de inocência até
eventual decisão definitiva.(Timesdetodos)