Apenas cerca de 20% da população
moçambicana tem acesso à internet, sendo que, em muitos casos, a conectividade
disponível é considerada limitada e de baixa qualidade.
Os dados foram apresentados no âmbito da elaboração da Estratégia “Internet para Todas e Todos”,
uma iniciativa que pretende acelerar a inclusão digital e garantir um acesso
mais significativo, equitativo e de qualidade à população.
Segundo
Sónia
Jorge, Directora executiva da Global Digital Inclusion
Partnership, a organização está apoiando o Instituto Nacional de
Comunicações de Moçambique (INCM) e o Ministério das Comunicações na elaboração
da estratégia, que deverá definir um roteiro para enfrentar os principais
obstáculos à inclusão digital no país.
O
processo inclui a realização de um workshop de validação, envolvendo
representantes do sector público, privado, academia e sociedade civil, com o
objectivo de recolher contribuições e estabelecer responsabilidades conjuntas
para a implementação das medidas previstas.
A
estratégia assenta em três áreas principais: melhoria das infraestruturas e dos
serviços de conectividade, promoção da inclusão digital de mulheres, jovens,
populações rurais e famílias de baixos rendimentos, e desenvolvimento de
competências digitais.
A
aposta é fazer com que o acesso à internet se traduza em oportunidades
concretas nas áreas de educação, saúde, emprego e desenvolvimento económico,
sobretudo para grupos que permanecem à margem da transformação digital.
Apesar
dos avanços registados mediante iniciativas como o Fundo de Acesso e Serviço
Universal (FASU), gerido pelo INCM, os promotores reconhecem
que persistem desafios significativos.
A
nova estratégia pretende, por isso, coordenar os esforços de diferentes
sectores e parceiros para reduzir a exclusão digital e contribuir para um
desenvolvimento mais inclusivo de Moçambique.